*Post produzido pelo Adiantes

Existem lugares que impressionam pela grandiosidade. As Dolomitas fazem isso de um jeito muito particular.

Localizada no norte da Itália, essa região dos Alpes reúne montanhas de formações rochosas impressionantes, vales verdes, lagos de água cristalina e pequenos vilarejos alpinos.

Mas o que torna as Dolomitas tão especiais é justamente o formato das suas montanhas. Em vez dos picos mais arredondados que costumamos associar aos Alpes, por aqui predominam grandes paredões de rocha clara, torres e formações recortadas que mudam completamente de aparência conforme a luz do dia.

É uma paisagem que mistura a imponência das montanhas com a tranquilidade dos campos, das estradas e dos vilarejos italianos.

E talvez seja isso que torne uma viagem pelas Dolomitas tão especial: você não precisa chegar a um ponto turístico para começar a aproveitar. A própria estrada, cercada por montanhas que parecem mudar a cada curva, já faz parte da experiência.

Viajar pelas Dolomitas é parte do passeio

Se existe uma região em que vale a pena deixar o roteiro um pouco mais aberto, é essa. Nas Dolomitas, o deslocamento entre um destino e outro já é uma experiência. As estradas passam por vales, sobem passos de montanha e revelam paisagens que parecem mudar o tempo todo.

E o melhor é que, muitas vezes, você não precisa chegar a uma atração famosa para encontrar uma vista inesquecível. Basta seguir pela estrada, olhar para os lados e estar disposto a fazer uma parada inesperada.

Para quem viaja de carro ou motorhome, essa liberdade faz toda a diferença. Você pode adaptar o roteiro, escolher caminhos mais bonitos e parar sempre que alguma paisagem chamar a atenção.

Entre os trajetos mais conhecidos estão o Passo Gardena, o Passo Sella, o Passo Giau e o Passo Falzarego. Cada um tem suas próprias características, mas todos mostram um pouco da grandiosidade das Dolomitas.

Nossa dica é não planejar cada minuto da viagem. Reserve tempo para dirigir sem pressa, fazer paradas e aproveitar o caminho.

Lugares que (na nossa opinião) não podem ficar de fora do roteiro

As Dolomitas são uma região enorme, com muitos vales, trilhas, lagos e pequenas cidades. Por isso, é praticamente impossível conhecer tudo em uma única viagem.

Mas alguns lugares se tornaram famosos, e com razão. Eles ajudam a mostrar a diversidade da região e podem servir como base para montar um roteiro.

  • TRE CIME DI LAVAREDO
tre cime

As Tre Cime di Lavaredo estão entre as paisagens mais emblemáticas das Dolomitas.

As três grandes torres de pedra se destacam na paisagem e formam um dos cenários mais impressionantes de toda a região. É possível conhecer a área por meio de trilhas, com diferentes níveis de dificuldade e duração.

Mesmo para quem não pretende fazer uma caminhada longa, o visual ao redor já vale a visita. É um daqueles lugares em que as fotos impressionam, mas estar ali, diante das montanhas, é uma experiência completamente diferente.

Dica: verifique as condições de acesso e as regras de estacionamento antes de ir, especialmente durante os meses de verão, quando a região costuma receber muitos visitantes.

  • LAGO DI BRAIES

O Lago di Braies é provavelmente um dos lugares mais conhecidos das Dolomitas.

Cercado por montanhas e com uma água que varia entre tons de verde e azul, o lago parece cenário de filme. A pequena casa de barcos na margem também ajuda a compor aquela imagem clássica que aparece em praticamente todos os guias da região.

É possível caminhar ao redor do lago por uma trilha relativamente acessível, aproveitando diferentes ângulos da paisagem.

Dica: por ser um dos pontos mais visitados das Dolomitas, vale evitar os horários de maior movimento e conferir previamente as regras de acesso, estacionamento e circulação.

  • ALPE DI SIUSI
alpe di suice

A Alpe di Siusi é uma das maiores áreas de pastagem alpina da Europa e tem uma paisagem completamente diferente daquela encontrada nas Tre Cime ou nos grandes passos de montanha.

Por aqui, o destaque fica para os campos verdes, as pequenas construções de madeira, as flores e as montanhas ao fundo.

É um lugar para caminhar sem pressa, respirar o ar das montanhas e simplesmente aproveitar o cenário.

A paisagem muda bastante conforme a estação do ano: no verão, os campos ficam verdes e floridos; no outono, ganham tons dourados; e, no inverno, tudo se transforma em um cenário de neve.

Dica: a circulação de veículos na região é controlada em determinados períodos. Antes de visitar, confira como funciona o acesso e quais são as alternativas de transporte.

  • LAGO DI CAREZZA
lago di carezza

Menor que o Lago di Braies, mas não menos bonito, o Lago di Carezza chama atenção pelas cores da água e pelo cenário ao seu redor.

Em dias de céu aberto, o lago reflete as montanhas da cadeia do Latemar, criando uma paisagem especialmente bonita.

A visita costuma ser rápida, já que existe um caminho de observação próximo ao lago. Ainda assim, é um ótimo ponto para incluir no roteiro, principalmente se você estiver percorrendo as estradas da região.

É também um bom exemplo de como as Dolomitas conseguem surpreender mesmo em paradas que não exigem grandes caminhadas ou um dia inteiro de passeio.

  • PASSO GARDENA
passo cardena

O Passo Gardena é um dos passos de montanha mais conhecidos das Dolomitas e um dos trajetos que melhor representam a experiência de viajar pela região.

A estrada conecta diferentes vales e oferece vistas impressionantes das montanhas ao redor. Em vários pontos, existem áreas onde é possível estacionar com segurança e parar para apreciar a paisagem.

O caminho é especialmente bonito quando combinado com outros passos, como o Passo Sella, formando um dos circuitos mais clássicos das Dolomitas.

Mais do que um deslocamento entre cidades, dirigir por aqui já é parte do passeio.

  • CORTINA D’AMPEZZO

Conhecida como uma das cidades mais famosas dos Alpes italianos, Cortina d’Ampezzo combina paisagens de montanha, restaurantes, lojas e uma atmosfera típica de destino alpino.

A cidade pode ser uma boa base para explorar diferentes atrações das Dolomitas, especialmente as localizadas na parte leste da região.

Além de caminhar pelo centro, vale aproveitar os arredores. Muitas das paisagens mais bonitas estão nas estradas e nos caminhos que saem da cidade.

Cortina também é uma boa opção para quem prefere alternar dias de trilha com momentos mais tranquilos, aproveitando cafés, restaurantes e a estrutura da cidade.

  • LAGO DI SORAPIS

O Lago di Sorapis é conhecido pela sua água de um azul intenso, quase leitoso, que contrasta com as montanhas ao redor. Mas, diferente de outros lagos da região, chegar até ele exige uma caminhada. A trilha é de nível moderado e possui alguns trechos estreitos e expostos, que exigem atenção.

Por isso, não é um passeio para fazer com pressa ou sem avaliar as condições do caminho. É importante usar calçado adequado, conferir a previsão do tempo e respeitar os próprios limites.

Para quem gosta de trilhas, porém, a recompensa é uma das paisagens mais diferentes e marcantes das Dolomitas.

Dica: no inverno, esse lago congela por completo, então a melhor época para encontrá-lo completamente azul é no verão.

Outros lugares para considerar

Dependendo do tempo disponível e do caminho escolhido, também vale considerar:

  • Passo Sella, com vistas impressionantes das montanhas;
  • Passo Giau, um dos passos mais fotogênicos da região;
  • Passo Falzarego, próximo a importantes atrações do leste das Dolomitas;
  • Seceda, famosa pelas montanhas recortadas e pelos campos alpinos;
  • Val di Funes, conhecido pelos vilarejos e pelas paisagens com as montanhas ao fundo.

A escolha vai depender muito da época do ano, das condições das estradas e do tipo de viagem que você pretende fazer.

Quanto tempo reservar para conhecer as Dolomitas?

Essa é uma região em que poucos dias podem deixar a sensação de que faltou muita coisa.

Para conhecer alguns dos principais pontos com calma, recomendamos reservar pelo menos quatro a cinco dias. Com uma semana ou mais, fica mais fácil montar um roteiro menos corrido, incluir trilhas e aproveitar melhor os deslocamentos.

Também é importante lembrar que as distâncias no mapa podem enganar. As estradas são bonitas, mas muitas passam por montanhas e têm curvas, subidas e descidas. Por isso, o tempo de deslocamento pode ser maior do que parece.

Nossa sugestão é escolher uma área para explorar a cada dia, evitando passar horas dentro do carro apenas para cumprir uma lista de atrações.

Nas Dolomitas, o caminho é parte importante da viagem e merece tempo para ser aproveitado.

Quando ir?

As Dolomitas podem ser visitadas em diferentes épocas do ano, mas a experiência muda bastante conforme a estação.

O verão, especialmente entre junho e setembro, é a época mais procurada para explorar a região. Os dias são mais longos, muitas trilhas estão acessíveis e os campos ficam verdes, floridos e cheios de vida. É também quando os passos de montanha costumam estar mais fáceis de percorrer e a estrutura turística funciona a pleno vapor.

Por outro lado, essa é a alta temporada. Os lugares mais famosos ficam bastante movimentados, os estacionamentos podem lotar cedo e os preços costumam ser mais altos.

O fim da primavera e o começo do outono podem ser boas alternativas para quem prefere viajar com um pouco mais de tranquilidade. Entre maio e junho, a paisagem começa a ganhar as cores da primavera. Já em setembro e outubro, os campos assumem tons mais dourados e as montanhas ficam especialmente bonitas.

Nesses períodos, porém, é importante conferir as condições das estradas, dos teleféricos e das trilhas. Algumas atrações funcionam de acordo com a temporada e podem ter horários reduzidos ou estar fechadas.

No inverno, as Dolomitas se transformam em um destino de neve, com estações de esqui e paisagens completamente diferentes. É uma ótima época para quem busca atividades de inverno, mas não necessariamente a melhor escolha para quem deseja fazer trilhas e percorrer todos os passos de montanha de carro ou motorhome.

Nossa dica é escolher a época de acordo com o tipo de viagem que você deseja fazer:

  • Verão: trilhas, lagos, campos verdes e dias mais longos;
  • Primavera e outono: paisagens diferentes e, em alguns períodos, menos movimento;
  • Inverno: neve, esqui e uma experiência alpina completamente diferente.

Dicas extras para planejar sua viagem

  • As Dolomitas ficam na Itália, mas o alemão está muito presente

Apesar de estarem localizadas no norte da Itália, as Dolomitas ficam em uma região de forte influência austríaca e alemã.

Por isso, especialmente em áreas como Alto Adige/Südtirol, é muito comum encontrar pessoas que falam alemão. Em muitos lugares, os nomes das cidades, placas e informações aparecem nas duas línguas: italiano e alemão.

Essa característica faz parte da identidade cultural das Dolomitas e mostra como a região está na confluência de diferentes influências europeias.

  • Reserve hospedagens e campings com antecedência

Durante os meses de verão, a região recebe muitos visitantes. Por isso, se você pretende ficar em hotéis, campings ou áreas estruturadas para motorhome, vale reservar com antecedência.

Isso é especialmente importante nas proximidades de lugares muito procurados, como Cortina d’Ampezzo, Lago di Braies e Alpe di Siusi.

  • Confira as regras de acesso

Alguns dos lugares mais famosos da região possuem regras específicas de circulação, estacionamento ou acesso por transporte público.

Isso pode mudar conforme a época do ano, principalmente durante o verão. Antes de sair, confira as informações oficiais sobre: acesso de veículos, necessidade de reserva, horários de funcionamento, estacionamentos, circulação de motorhomes e funcionamento de teleféricos e transportes locais.

Como se preparar: roupas adequadas fazem toda a diferença

adiantes europa

Independentemente da época do ano, viajar pelas Dolomitas exige estar preparado para mudanças de temperatura.

Mesmo durante o verão, as manhãs podem ser frias, o vento aparece com força nas áreas mais altas e a temperatura costuma cair bastante quando o sol desaparece. Em regiões de montanha, o clima também pode mudar rapidamente.

Por isso, nossa principal recomendação é apostar no sistema de camadas. Ele permite adaptar a roupa ao longo do dia, sem precisar carregar peças muito pesadas ou passar frio durante os passeios.

Uma boa combinação inclui:

  • segunda pele, para ajudar a manter o corpo aquecido;
  • fleece ou uma camada intermediária, que conserva o calor;
  • casaco corta-vento ou impermeável, especialmente importante nas áreas mais altas;
  • calça confortável, que permita caminhar e dirigir com facilidade;
  • calçado adequado, principalmente se você pretende fazer trilhas;
  • acessórios como gorro, luvas e cachecol, que podem fazer diferença mesmo fora do inverno.

Durante nossa viagem pelos Alpes, algumas peças da Fiero foram muito importantes para lidar com essas mudanças de temperatura. Mais do que levar muitas roupas, o segredo foi escolher peças versáteis, que pudessem ser combinadas entre si e usadas em diferentes situações.

Afinal, um mesmo dia nas Dolomitas pode começar com frio, passar por uma estrada ensolarada e terminar em uma região de montanha com vento e temperaturas bem mais baixas.

Estar bem vestido não é apenas uma questão de conforto. É o que permite aproveitar melhor cada parada, cada trilha e cada quilômetro dessa viagem.