Muita neve, uma taça de vinho e uma boa mesa: a gastronomia também faz parte da experiência de viajar pela Europa durante o inverno.

Quando as temperaturas caem, os pratos típicos da estação ganham ainda mais espaço nos cardápios. Sopas, massas, carnes, queijos, fondues, chocolates e sobremesas tradicionais aparecem acompanhados de vinhos, cervejas e outras bebidas que ajudam a conhecer melhor a cultura de cada destino.

Por isso, além de organizar os passeios e escolher o que levar na mala, vale reservar espaço no roteiro para conhecer a gastronomia local. Afinal, experimentar os sabores de uma cidade também é uma forma de conhecer seus costumes e sua história.

França, Itália, Inglaterra e Alemanha continuam entre os destinos que oferecem experiências gastronômicas muito diferentes entre si. E não é preciso escolher apenas restaurantes de alta gastronomia: mercados, bistrôs, cafés, cervejarias e estabelecimentos tradicionais também podem fazer parte da experiência.

Por isso, confira o que nós da Fiero preparamos abaixo:

França

Paris é um dos destinos mais conhecidos quando o assunto é gastronomia. A cidade reúne restaurantes estrelados, bistrôs tradicionais, confeitarias e mercados que permitem experimentar diferentes aspectos da culinária francesa.

A cena gastronômica francesa também continua em constante transformação. Na seleção de 2026, o Guia Michelin contabiliza 668 restaurantes estrelados em todo o país e destaca justamente a diversidade entre grandes casas, bistrôs contemporâneos e restaurantes que vêm reinterpretando a cozinha francesa.

Para quem visita Paris durante o inverno, a experiência pode começar com um café e uma pâtisserie em uma manhã fria e terminar com um jantar mais elaborado. Entre uma atração e outra, vale experimentar clássicos como boeuf bourguignon, soupe à l’oignon, coq au vin, escargots e diferentes tipos de queijos.

E, para quem deseja uma experiência de alta gastronomia, Paris reúne restaurantes que aparecem na seleção atual do Michelin, como Hakuba, Virtus, Alliance e Le Corot, que receberam novas distinções de duas estrelas em 2026.

Itália

Poucos países combinam tão bem com uma viagem de inverno quanto a Itália. E aqui a gastronomia merece ser descoberta de acordo com a região visitada.

Em Roma, massas e pratos tradicionais fazem parte do roteiro. Na Toscana, os vinhos e a culinária regional podem ganhar espaço na viagem. No norte do país, próximo aos Alpes, preparações mais encorpadas, queijos e pratos típicos das regiões montanhosas combinam naturalmente com os dias frios.

A dica é não transformar a viagem em uma busca apenas por restaurantes famosos. Na Itália, uma trattoria tradicional, uma pequena enoteca ou um restaurante familiar podem proporcionar uma experiência tão interessante quanto uma grande casa de alta gastronomia.

Para quem procura uma experiência gastronômica mais sofisticada, o país também continua entre os grandes destinos europeus de alta cozinha. Modena, por exemplo, é conhecida internacionalmente pela Osteria Francescana, do chef Massimo Bottura.

Inglaterra

A gastronomia londrina mudou bastante nas últimas décadas e hoje a cidade reúne cozinhas de diferentes partes do mundo, além de uma cena britânica cada vez mais diversa.

No inverno, Londres combina especialmente bem com experiências gastronômicas mais aconchegantes. Um pub tradicional, um restaurante contemporâneo ou um afternoon tea podem entrar no roteiro entre museus, mercados e outros pontos turísticos.

A cidade também mantém uma forte presença na alta gastronomia. Na seleção de 2026 do Guia Michelin, Londres passou a contar com 84 restaurantes com uma, duas ou três estrelas, além de uma cena gastronômica marcada pela diversidade de cozinhas.

Entre os restaurantes estrelados que aparecem na seleção estão nomes como Dinner by Heston Blumenthal, Gymkhana, Ikoyi, Kitchen Table e The Clove Club.

Mas não é preciso fazer uma reserva em um restaurante estrelado para comer bem na capital inglesa. A cidade também oferece boas opções para quem quer provar pratos britânicos tradicionais, culinária internacional ou simplesmente parar em um pub depois de algumas horas caminhando no frio.

Alemanha

Na Alemanha, a gastronomia de inverno está diretamente ligada à cultura local. E uma viagem durante os meses mais frios permite combinar restaurantes, cervejarias e mercados de Natal em um mesmo roteiro.

Em cidades como Munique, Nuremberg, Colônia e Berlim, os mercados natalinos costumam reunir comidas típicas, doces, bebidas quentes e produtos regionais. É uma oportunidade para experimentar sabores diferentes enquanto se conhece uma das tradições mais marcantes do inverno europeu.

Em Colônia, por exemplo, além das tradicionais cervejarias, a cidade possui atualmente uma cena gastronômica bastante diversificada. A seleção do Guia Michelin inclui restaurantes de diferentes estilos, como Ox & Klee, maximilian lorenz, NeoBiota, La Société e Vendôme, entre outros.

E, para quem pretende viajar pelo país, vale lembrar que a Alemanha possui uma cena gastronômica muito maior do que os pratos mais conhecidos pelos turistas. Na seleção Michelin de 2026, são 339 restaurantes estrelados em todo o país, incluindo estabelecimentos em cidades como Munique, Berlim, Hamburgo e outras regiões.

O inverno também é temporada para conhecer os mercados de Natal

Se a viagem acontece entre o fim de novembro e dezembro, os mercados de Natal podem ser uma das experiências gastronômicas mais interessantes do roteiro.

Eles reúnem comidas típicas, doces, bebidas quentes e produtos regionais em praças e centros históricos. Mais do que uma parada para comer, são uma oportunidade de conhecer tradições locais em um ambiente que combina gastronomia, arquitetura e cultura.

A tradição está presente em diferentes países europeus, não apenas na Alemanha. Em 2026, por exemplo, a seleção da European Best Destinations reúne mercados de Natal em destinos como Budapeste, Viena, Praga, Estrasburgo e outros centros europeus.

Para quem gosta de gastronomia, vale reservar algumas horas do roteiro para simplesmente caminhar pelos mercados, experimentar preparações diferentes e descobrir sabores que dificilmente fazem parte do cotidiano brasileiro.

E o vinho?

O vinho também pode fazer parte da viagem de inverno pela Europa, principalmente em destinos conhecidos por suas regiões produtoras.

França e Itália são escolhas óbvias, mas não são as únicas possibilidades. Regiões de Portugal, Espanha, Áustria, Alemanha e Eslovênia também oferecem experiências ligadas à produção de vinhos.

Na região de Štajerska, na Eslovênia, por exemplo, a gastronomia e a produção de vinho fazem parte importante da experiência turística. A região é conhecida por variedades como Šipon, Laški Rizling e Sauvignon Blanc, além de produtos locais e restaurantes que trabalham com ingredientes da região.

Assim, dependendo do roteiro, uma visita a uma vinícola, uma degustação ou simplesmente uma refeição acompanhada de um vinho regional pode ser uma maneira interessante de conhecer outro lado do destino.