Sumário
Será que dá para conhecer Bariloche sem fazer exatamente os mesmos passeios que todo mundo faz? Quando você pesquisa o que fazer na cidade, alguns nomes aparecem quase sempre: Circuito Chico, Cerro Campanario, Cerro Catedral, Cerro Otto e seus mirantes. E não é por acaso. A região reúne algumas das paisagens mais bonitas da Patagônia argentina.
Mas existe uma diferença entre simplesmente passar por esses lugares e ter tempo para realmente conhecê-los. Depois de percorrer mais de 2.500 km de estrada do Brasil até Bariloche, começamos a nossa Expedição Caminhos da Patagônia com um dos passeios mais tradicionais da região: o Circuito Chico.
Só que resolvemos fazer do nosso jeito, de carro, com as paradas escolhidas por nós, incluindo alguns lugares menos movimentados e outros que consideramos imperdíveis. Ao longo do caminho, encontramos praias, bosques, lagos, mirantes e paisagens que mostram por que Bariloche é um dos destinos mais procurados da Patagônia.
Também vivemos momentos especiais em família, incluindo as primeiras brincadeiras das crianças na neve durante essa viagem.
Neste guia, vamos compartilhar o nosso roteiro pelo Circuito Chico e tudo o que você precisa saber para planejar o passeio: distância, duração, principais atrações, paradas que valem a pena, diferenças entre fazer de carro ou de excursão e dicas para aproveitar melhor o dia.
Se você está planejando uma viagem para Bariloche, este é um daqueles passeios que merecem entrar no roteiro.
O que é o Circuito Chico de Bariloche?
O Circuito Chico é um percurso turístico de aproximadamente 60 km que começa na região central de Bariloche e percorre parte das paisagens mais bonitas dos arredores da cidade, passando por lagos, bosques, praias, mirantes e atrações históricas.
O trajeto acompanha trechos da margem sul do lago Nahuel Huapi, segue pela região da península Llao Llao e passa por lugares como o Lago Escondido, a Bahía López, o Punto Panorámico e os acessos à Colonia Suiza.
É considerado o passeio mais tradicional de Bariloche porque permite conhecer diferentes cenários da região em um único percurso. Em poucos quilômetros, você sai do ambiente urbano e entra em uma paisagem de montanhas, florestas, águas cristalinas e pequenas comunidades de montanha. E tem um detalhe importante: o Circuito Chico não é apenas uma estrada com alguns mirantes para fotografar.
Ao longo do percurso existem trilhas, praias, parques, restaurantes, cervejarias e atrações que podem transformar uma volta de poucas horas em um dia inteiro de descobertas. É justamente por isso que fazer o passeio de carro pode ser tão interessante.
Quanto tempo demora para fazer o Circuito Chico?
O tempo depende principalmente da forma como você pretende conhecer as atrações. De excursão: reserve aproximadamente 3h30 a 4h para o passeio convencional, conforme o roteiro contratado. De carro, com paradas rápidas: é possível percorrer o circuito em algumas horas, mas você terá pouco tempo para explorar os lugares.
De carro, com trilhas, praias, mirantes e almoço: reserve um dia inteiro. Com caminhadas mais longas ou atrações extras: o passeio pode ocupar boa parte do dia e exigir escolhas sobre quais lugares visitar.
Na nossa opinião, se é a sua primeira vez em Bariloche e você quer realmente aproveitar o Circuito Chico, vale reservar o dia para ele. A paisagem muda bastante de uma parada para outra, e muitas vezes a melhor parte não é chegar ao mirante, tirar uma foto e seguir viagem.
É caminhar alguns minutos pelo bosque, encontrar um trecho tranquilo da margem do lago ou simplesmente parar para observar as montanhas. Quem faz tudo com pressa corre o risco de conhecer os nomes dos lugares sem aproveitar a experiência.
Circuito Chico de carro ou de excursão: qual vale mais a pena?
Essa é uma das principais dúvidas de quem está planejando a viagem para Bariloche. As duas opções funcionam, mas oferecem experiências diferentes.
Fazer o Circuito Chico de excursão. A excursão é uma boa alternativa para quem não quer dirigir, está sem carro ou prefere conhecer a região com um guia. Em geral, você sai do centro de Bariloche em transporte turístico, passa pelos pontos definidos no roteiro da agência e faz paradas com tempo determinado.
Vantagens da excursão:
- Você não precisa dirigir nem se preocupar com estacionamento.
- Pode conhecer informações históricas e geográficas com o acompanhamento de um guia.
- O passeio tem duração mais previsível.
- É uma alternativa prática para quem está sem veículo.
O que considerar: o roteiro e o tempo de permanência em cada lugar são definidos pela excursão contratada. Nem sempre haverá tempo para fazer uma trilha, conhecer uma praia menos movimentada ou ficar mais tempo em um mirante.
Confira quais atrações estão incluídas antes de reservar, pois os itinerários podem variar entre as empresas.
Fazer o Circuito Chico de carro próprio ou alugado?
Foi assim que fizemos o nosso passeio durante a Expedição Caminhos da Patagônia. A principal vantagem é a liberdade. Você pode escolher a ordem das paradas, ajustar o tempo em cada lugar, fazer caminhadas, levar um lanche para a praia e mudar os planos conforme o clima e a disposição da família.
Também consegue incluir lugares que nem sempre recebem destaque nas excursões convencionais.
Vantagens de fazer de carro:
- Liberdade para escolher as paradas e o tempo em cada uma.
- Possibilidade de visitar praias e lugares menos movimentados.
- Mais flexibilidade para viajar com crianças.
- Facilidade para incluir caminhadas e pausas para comer.
- Oportunidade de conhecer atrações adicionais ao longo do percurso.
Por outro lado, você precisa planejar melhor o dia, conferir os acessos, respeitar as regras de estacionamento e dirigir com atenção. No inverno, as condições da pista também precisam entrar no planejamento.
Nossa recomendação: se você gosta de explorar, viajar sem pressa e descobrir lugares além dos pontos mais conhecidos, fazer o Circuito Chico de carro é uma experiência que vale muito a pena. Se prefere praticidade e não quer dirigir, a excursão continua sendo uma excelente opção.
Mapa e roteiro do Circuito Chico: quais são as principais paradas?
O percurso tradicional passa por diferentes atrações, e você pode adaptar a ordem e o tempo de permanência conforme seus interesses.
Entre os pontos mais conhecidos estão:
- Península San Pedro e região do Puerto Bueno.
- Cerro Campanario.
- Villa Llao Llao, Hotel Llao Llao e capela San Eduardo.
- Puerto Pañ
- Parque Municipal Llao Llao e trilhas da regiã
- Villa Tacul e praias do lago Nahuel Huapi.
- Lago Escondido e Puente Romano.
- Bahía Ló
- Punto Panorá
- Lago Moreno e suas margens.
- Colonia Suiza.
Você não precisa visitar todos esses lugares no mesmo dia. Alguns são paradas rápidas, enquanto outros merecem mais tempo para caminhadas, refeições ou atividades específicas.
Outro detalhe importante: a Colonia Suiza possui acessos próprios a partir da região do Circuito Chico. Por isso, vale organizar a sequência das paradas no mapa antes de sair, evitando deslocamentos desnecessários.
A seguir, contamos como foi o nosso roteiro e quais lugares recomendamos priorizar.
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Península San Pedro e Praia Los Álamos: uma parada para sair do roteiro tradicional!
Na nossa viagem, queríamos conhecer alguns lugares que ficam fora das paradas mais tradicionais das excursões. Foi assim que incluímos a região da Península San Pedro e a Praia Los Álamos.
O acesso passa por uma estrada secundária, e a paisagem tem um clima diferente dos mirantes mais movimentados de Bariloche. Pelo caminho, encontramos casas, cabanas e um ambiente de montanha que parece estar um pouco mais distante da agitação turística.
Na região da praia, a vista reúne o lago e as montanhas ao redor, criando um cenário muito bonito para quem gosta de parar com calma e apreciar a natureza.
É o tipo de lugar em que vale levar um lanche, preparar um pequeno piquenique e aproveitar o ambiente, sem esperar encontrar uma estrutura completa de restaurantes e serviços.
Uma dica da nossa experiência: encontramos bastante barro próximo à praia. Por isso, preferimos deixar os carros em um ponto mais alto e seguir a pé. As condições podem mudar conforme a chuva e a época do ano, então observe o terreno antes de avançar com o veículo. Se você pretende incluir essa parada, confira o acesso no mapa e considere as condições da estrada, principalmente no inverno ou depois de períodos chuvosos.
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Cerro Campanario: um dos mirantes mais famosos de Bariloche
Embora não tenhamos incluído o Cerro Campanario no nosso roteiro desse dia, ele merece um lugar de destaque neste guia, especialmente para quem está visitando Bariloche pela primeira vez. O Cerro Campanario é conhecido pela vista panorâmica de lagos, montanhas, bosques e penínsulas da região.
Do alto, é possível observar o lago Nahuel Huapi, o lago Moreno, a península San Pedro, a região do Llao Llao e diversos cerros que formam a paisagem característica de Bariloche.
Para chegar ao topo, você pode utilizar o teleférico de cadeiras ou subir a pé por uma trilha. A caminhada exige disposição e atenção às condições do terreno, enquanto o teleférico oferece uma subida mais rápida. É uma parada especialmente interessante para quem quer ter uma visão ampla da região antes de continuar o passeio.
Quanto tempo reservar? Considere de 1 a 2 horas para incluir a atração no planejamento, ajustando o tempo conforme a fila, o clima e a opção de subida escolhida.
Nossa dica é verificar o funcionamento e as condições meteorológicas antes de ir. Em dias de baixa visibilidade, a experiência panorâmica pode ser bem diferente.
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Villa Llao Llao, Hotel Llao Llao e capela San Eduardo
Seguindo pela região do Circuito Chico, você chega a uma das áreas mais emblemáticas de Bariloche: a Villa Llao Llao. O Hotel Llao Llao é um dos edifícios mais conhecidos da região e chama a atenção pela arquitetura e pela localização em meio à paisagem patagônica. Nas proximidades também ficam a capela San Eduardo e o acesso ao Puerto Pañuelo, de onde partem diversas excursões lacustres.
Mesmo que você não vá fazer um passeio de barco, vale considerar essa região no roteiro para conhecer o entorno, observar a paisagem e entender por que ela se tornou um dos cartões-postais de Bariloche.
Se estiver de carro, organize as paradas em locais permitidos e respeite as áreas de acesso restrito. A visita ao hotel, aos espaços internos e às atrações específicas pode estar sujeita às regras de cada estabelecimento.
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Lago Escondido: uma caminhada curta em meio ao bosque!
Para nós, o Lago Escondido é um dos lugares que mostram por que vale a pena fazer o Circuito Chico sem pressa.
O acesso ao lago é feito por uma trilha curta que atravessa o bosque de coihues. Em alguns trechos, as árvores formam uma espécie de túnel natural, criando uma atmosfera muito especial para a caminhada. Depois de alguns minutos, a vegetação se abre e o pequeno lago aparece entre as árvores.
É uma experiência diferente daquela dos grandes mirantes. Em vez de observar a paisagem de um ponto elevado, você entra no bosque, caminha em meio à vegetação e encontra um cenário mais reservado.
O percurso até o Lago Escondido é geralmente considerado de baixa dificuldade, e a caminhada de ida pode levar cerca de 20 minutos. O tempo total depende do ritmo, das condições da trilha e de quanto você deseja permanecer no local.
Na região também existe o acesso ao Puente Romano, uma antiga ponte de pedra construída em 1937, que pode ser incluída como uma caminhada adicional.
Vale a pena ir com crianças? A trilha curta pode ser uma boa opção para famílias, desde que todos consigam caminhar com segurança nas condições encontradas no dia. No inverno, o barro, a umidade, o gelo ou a neve podem tornar o trajeto mais escorregadio. Nossa recomendação é usar calçados adequados e evitar caminhar com pressa. A graça desse passeio está justamente em aproveitar o caminho.
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Bahía López: montanhas, lago e uma paisagem impressionante!
A Bahía López é outra parada que merece atenção no Circuito Chico, especialmente para quem gosta de paisagens mais próximas da água e de montanhas imponentes.
A região fica próxima dos cerros López e Capilla e oferece vistas marcantes do lago Nahuel Huapi e das formações montanhosas ao redor. É possível chegar de carro à região e encontrar pontos para observar a paisagem. Para quem deseja caminhar mais, existem opções de trilhas, mas é importante verificar a extensão, o nível de dificuldade e as condições antes de começar.
Na nossa expedição, a região do Hotel Alún Nehuén também fez parte da experiência de conhecer esse trecho de Bariloche. Se você está organizando o passeio por conta própria, vale conferir o acesso e reservar tempo suficiente para explorar o lugar sem transformar a parada em apenas mais uma fotografia.
Dica: se a ideia for fazer uma trilha mais longa na Bahía López, planeje-a como uma atividade principal do dia ou escolha outras paradas mais rápidas. Não conte apenas o tempo de deslocamento de carro: caminhadas, pausas e condições climáticas podem alterar bastante a duração.
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Punto Panorámico: uma das paradas imperdíveis do Circuito Chico
Se tivéssemos que destacar um dos pontos mais especiais do nosso roteiro, o Punto Panorámico estaria entre eles. Localizado aproximadamente no km 40 do percurso tradicional, a cerca de 945 metros acima do nível do mar, o mirante oferece uma vista privilegiada do lago Moreno e da península Llao Llao. É uma daquelas paisagens em que a combinação de água, floresta e montanhas explica, por si só, por que tantas pessoas se apaixonam pela Patagônia.
Na nossa experiência, o lugar realmente merece uma parada com tempo para observar a paisagem. Não é preciso fazer uma caminhada longa para aproveitar o visual, o que também o torna interessante para quem viaja com crianças ou prefere passeios de menor esforço físico. Mas existe um detalhe que aprendemos na prática: o vento pode mudar completamente a sensação térmica.
Quando estivemos lá, a temperatura estava em torno de 8 °C, mas a sensação de frio era muito maior por causa do vento. A experiência serviu como um lembrete de que, na Patagônia, não basta olhar a temperatura indicada no aplicativo. A exposição ao vento e as mudanças do tempo também fazem diferença.
Por isso, mesmo em um dia de sol, leve uma camada corta-vento e roupas adequadas para o frio.
Nossa dica: não deixe o Punto Panorámico apenas como uma parada rápida para fotografar. Reserve alguns minutos para observar a paisagem e aproveite o lugar sem pressa.
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Lago Moreno: uma paisagem que merece mais do que uma foto
O lago Moreno aparece em diferentes momentos do Circuito Chico e ajuda a compor algumas das vistas mais bonitas do percurso. A região reúne margens arborizadas, pequenas praias e perspectivas diferentes das montanhas. Dependendo do ponto em que você estiver, a paisagem muda bastante, e isso é parte da graça de percorrer o circuito de carro.
Se o tempo estiver bom, vale considerar uma parada adicional em algum ponto de acesso permitido ao lago. Em vez de concentrar toda a experiência nos mirantes oficiais, você pode aproveitar a margem, caminhar um pouco ou simplesmente observar a água. Essa flexibilidade é uma das grandes vantagens de fazer o passeio por conta própria.
Só não confunda o fato de haver acessos ao lago com a possibilidade de parar em qualquer lugar. Respeite a sinalização, as áreas privadas e os locais permitidos para estacionamento.
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Colonia Suiza: gastronomia, artesanato e história
Para fechar o nosso roteiro, fomos à Colonia Suiza, um dos lugares mais interessantes para quem quer conhecer outro lado de Bariloche. Considerada o primeiro assentamento europeu da região e reconhecida como patrimônio histórico, a Colonia Suiza preserva características de sua formação no final do século XIX.
Hoje, o pequeno povoado reúne restaurantes, casas de chá, artesanato e uma atmosfera que combina a tradição local com o cenário de montanha. É uma parada diferente dos lagos e mirantes: aqui, a experiência também passa pela gastronomia, pelas construções e pela possibilidade de caminhar sem pressa.
Existem diversas opções para comer, tomar um café ou experimentar produtos regionais. O tradicional curanto, preparado em um buraco no solo com pedras aquecidas e alimentos, é uma das experiências gastronômicas associadas à localidade.
A feira artesanal e a preparação do curanto costumam ser realizadas às quartas-feiras e aos domingos, mas vale confirmar a programação antes de organizar a visita, pois os horários e as atividades podem mudar.
Na alta temporada, a região pode ficar bastante movimentada. Se você pretende almoçar por lá, considere esse tempo no planejamento e verifique as opções disponíveis no dia.
Nossa dica: a Colonia Suiza funciona muito bem como encerramento do Circuito Chico, principalmente se você quiser terminar o passeio com uma refeição ou um café antes de voltar ao centro de Bariloche.
Circuito Chico em um dia: roteiro sugerido para aproveitar melhor
Se você pretende fazer o passeio de carro e quer conhecer os principais pontos sem passar o dia inteiro dentro do veículo, nossa sugestão é organizar o roteiro por regiões e escolher as paradas prioritárias.
Manhã: mirantes e região do Llao Llao
Comece cedo, saindo do centro de Bariloche pela Avenida Bustillo. Faça uma primeira parada na região da Península San Pedro, se quiser conhecer esse trecho menos convencional. Inclua o Cerro Campanario caso ainda não conheça o mirante. Passe pela Villa Llao Llao, pela capela San Eduardo e pela região do Puerto Pañuelo. Explore o Parque Municipal Llao Llao ou escolha uma caminhada curta pela região. Se você quiser subir o Cerro Campanario, considere o tempo de espera e a subida ao planejar as demais paradas. Em um roteiro mais tranquilo, pode ser melhor escolher essa atração e reduzir o número de caminhadas.
Meio do dia: Lago Escondido e Bahía López
Continue em direção à península Llao Llao e reserve tempo para conhecer o Lago Escondido. Se houver disposição, você também pode incluir o Puente Romano. Depois, siga para a região da Bahía López, onde as montanhas e o lago formam um cenário especial. Esse trecho funciona muito bem para quem gosta de caminhar e quer sair um pouco da experiência de apenas parar em mirantes.
Tarde: Punto Panorámico, Lago Moreno e Colonia Suiza
Depois de explorar a região da Bahía López, siga para o Punto Panorámico e aproveite a vista do lago Moreno. Se encontrar um acesso adequado e permitido, faça uma parada adicional na margem do lago. Em seguida, considere encerrar o passeio na Colonia Suiza para comer alguma coisa, conhecer o artesanato ou experimentar a gastronomia local.
A ordem exata pode variar conforme o ponto de partida, os desvios escolhidos e as condições do dia. Use o mapa para organizar os acessos e evite tentar encaixar todas as atrações a qualquer custo.
Importante: esse é um roteiro sugerido, não uma previsão rígida de horários. Se você incluir trilhas, subir o Cerro Campanario e almoçar na Colonia Suiza, reserve o dia inteiro e esteja preparado para deixar alguma parada para uma próxima visita.
Dá para combinar o Circuito Chico com outros passeios no mesmo dia?
Sim, mas depende do que você pretende conhecer e do ritmo da viagem. Se você fizer apenas o circuito convencional, com poucas paradas, pode terminar o passeio em algumas horas. Nesse caso, é possível combinar a atividade com outro programa mais curto, desde que os deslocamentos e os horários sejam compatíveis. Mas, se você pretende explorar os bosques, caminhar até o Lago Escondido, subir o Cerro Campanario, visitar a Bahía López e almoçar na Colonia Suiza, a recomendação é reservar o dia para o Circuito Chico.
O mesmo vale para quem viaja com crianças ou prefere conhecer os lugares com tranquilidade. Paradas para comer, descansar, trocar roupas e aproveitar a paisagem também fazem parte da experiência. Eu evitaria combinar o Circuito Chico com um passeio que tenha horário rígido de saída, como uma excursão lacustre ou uma atividade com reserva marcada, sem antes conferir a duração e a localização de cada programa.
Se você tem poucos dias em Bariloche, uma alternativa é fazer o Circuito Chico em um dia e organizar as atrações mais distantes em outros. Assim, você não passa boa parte da viagem correndo de um lugar para outro.
O Circuito Chico vale a pena no inverno?
Sim. O Circuito Chico pode ser feito durante todo o ano, e cada estação apresenta uma paisagem diferente. No inverno, a combinação de lagos, bosques e montanhas ganha outra atmosfera. Dependendo das condições meteorológicas e da época, você pode encontrar neve nas montanhas e até mesmo em partes do percurso.
Mas o inverno também exige mais planejamento.
Antes de sair, confira a previsão do tempo, as condições das estradas e eventuais recomendações das autoridades locais. A estrada principal do circuito é asfaltada, mas isso não significa que todos os acessos secundários estarão nas mesmas condições.
Leve roupas adequadas para o frio, incluindo camadas térmicas, uma camada intermediária e proteção contra vento e umidade. Calçados com boa aderência também são importantes para caminhar em áreas molhadas, com barro ou gelo.
Foi justamente durante a nossa Expedição Caminhos da Patagônia que percebemos como a roupa certa faz diferença. Mesmo em uma parada relativamente curta, o vento pode tornar a sensação térmica muito mais baixa do que o esperado. Se você estiver viajando com crianças, planeje pausas, mantenha roupas extras acessíveis e evite depender de uma única peça para enfrentar todas as condições.
O que levar para fazer o Circuito Chico?
O que você precisa levar depende da estação, das caminhadas planejadas e do tempo que pretende passar fora do carro.
Para um passeio confortável, vale considerar:
- Jaqueta adequada à previsão do tempo e ao vento.
- Camadas térmicas, especialmente no inverno.
- Calçados confortáveis e com boa aderência.
- Água e lanches para as paradas.
- Protetor solar e óculos de sol.
- Celular carregado e mapa do percurso disponível.
- Roupas extras para as crianças, se estiver viajando em família
- Uma mochila pequena para caminhadas curtas.
No inverno, confira também as condições de circulação e os equipamentos exigidos ou recomendados para a viagem de carro. Não presuma que a estrada estará livre de neve ou gelo apenas porque o percurso é turístico.
Na Fiero, você encontra roupas, calçados e acessórios pensados para viagens de inverno, desde camadas térmicas até luvas e jaquetas. Escolher as peças de acordo com o clima e a atividade faz diferença para aproveitar o passeio com conforto.
Afinal, vale a pena fazer o Circuito Chico de carro?
Para nós, vale muito a pena. O Circuito Chico é tradicional por um motivo: ele reúne algumas das paisagens mais bonitas de Bariloche em um único percurso. Mas fazer o passeio por conta própria nos permitiu descobrir que a experiência não precisa se limitar aos pontos mais famosos.
A Península San Pedro, o Lago Escondido, a Bahía López, o Punto Panorámico e a Colonia Suiza nos mostraram diferentes formas de aproveitar a região. Algumas paradas foram rápidas; outras pediam mais tempo. E foi justamente essa liberdade que tornou o passeio especial.
Ao mesmo tempo, não acreditamos que exista uma única maneira certa de conhecer Bariloche. A excursão é prática, o carro oferece flexibilidade, e as duas opções podem proporcionar uma experiência incrível.
Nossa principal dica é simples: planeje o percurso, escolha as atrações que mais combinam com você e deixe espaço para mudar os planos. Nem sempre o melhor momento da viagem está no lugar que você marcou no mapa. Às vezes, ele aparece quando você resolve parar um pouco mais.
Assista ao nosso episódio do Circuito Chico na Expedição Caminhos da Patagônia
Quer ver como foi a nossa experiência na prática?
No terceiro episódio da Expedição Caminhos da Patagônia, percorremos o Circuito Chico de carro, conhecemos diferentes paisagens de Bariloche e registramos momentos especiais em família, incluindo as primeiras brincadeiras das crianças na neve durante a viagem. No vídeo, você acompanha as nossas paradas, vê os lugares como encontramos na estrada e conhece um pouco mais da experiência de explorar a Patagônia por conta própria.
Assista ao episódio completo no YouTube e acompanhe a nossa viagem pela Patagônia argentina.
Planeje sua própria viagem pela Patagônia!
Uma viagem de carro pela Patagônia começa muito antes de chegar a Bariloche. É preciso organizar os deslocamentos, escolher onde dormir, preparar o veículo e entender as particularidades das estradas, principalmente quando a viagem acontece no inverno.
Foi pensando nisso que reunimos nosso planejamento no e-book Caminhos da Patagônia, com informações sobre o percurso desde o Brasil, deslocamentos, hospedagens e preparativos para a expedição.
Se você também está planejando viajar de carro para a Patagônia, conheça o e-book e use a nossa experiência como ponto de partida para montar o seu próprio roteiro.
Também preparamos um e-book completo do nosso roteiro, confira aqui.
E, antes de pegar a estrada para o frio, confira a coleção de inverno da Fiero. As roupas e os acessórios certos ajudam você a aproveitar cada parada, cada caminhada e cada paisagem com mais conforto.
Até a próxima, viajantes!
























